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ESCRITÓRIOS: ENTENDA O QUE MUDOU NOS ÚLTIMOS TEMPOS E PORQUE O DÉCOR NÃO PRECISA SER CHATO

Já foi a época em que os escritórios e empresas eram sisudos e com aspecto monótono. Hoje eles estão cada vez mais modernos, dinâmicos, coloridos e, esta mudança, para além de proporcionar maior bem-estar para os funcionários, também estimula a criatividade e o bom humor. Nós conversamos com alguns arquitetos, designers e profissionais especializados em projetos corporativos, que nos contam, no bate-bola a seguir, como está o mercado e as novidades que vêm por aí. Acompanhe.

HIGH - O que mudou na concepção de projetos para escritórios da última década para cá?

Fabio José Riccó, diretor da Riccó (móveis corporativos)

“Na última década houve uma grande adesão dos escritórios em relação a concepção de “Open Space”, escritórios abertos, com inúmeras plataformas de trabalho (mesões) onde todos os colaboradores trabalham em um espaço único e democrático. O que tem acontecido é que foi percebida a necessidade de “locais privativos” dentro desses escritórios, pois a ausência de privacidade em alguns momentos gera desconforto aos usuários. Desse modo, houve um aumento significativo na concepção de áreas colaborativas e áreas exclusivas dentro de espaços abertos, permitindo que os usuários possam se locomover e desenvolver suas atividades em locais diferentes dentro do escritório, o que aumenta a produtividade e o índice de criatividade”, diz.

Eduardo Manzano, diretor e líder de projetos de hospitalidade da Perkins + Will

“O escritório passou a ser um espaço mais humano e amigável. Com a percepção lógica de que as pessoas gastam mais tempo no trabalho do que em sua casa, os stakeholders optaram em elaborar um projeto com a utilização de espaços mais amigáveis, aconchegantes e de colaboração. Os espaços deixaram de ter uma preocupação genérica e padronizada, com foco num hipotético aumento da eficiência e passaram a ser relativos ao tipo de trabalho a ser desempenhado”.

HIGH - Qual o principal desafio na hora de pensar num projeto corporativo?

Moema Wertheimer, arquiteta responsável pela criação do showroom da Shaw

“Entender a cultura da empresa, o comportamento dos colaboradores e os processos de mudança comportamental. Estamos sempre buscando a melhoria e a transformação das pessoas. Então não existe uma regra, mas sim o que é melhor para cada corporação. A arquitetura é uma ferramenta de transformação de comportamento e quando bem utilizada ela traz grandes benefícios para as mudanças”, afirma.

Leonardo Caion-Demaestri, arquiteto sênior e líder Corporativo de tecnologia para America Latina da Gensler

“É importante sempre prezar pela incorporação de elementos da marca como frases inspiradoras, logo, super-gráficos etc., podendo, assim, promover a cultura da empresa para que, tanto funcionários quanto clients, vivênciem o escritório da melhor maneira possível. Os empresários atualmente, também têm lançado mão de elementos que remetam a um ar mais residencial para os escritórios e utilizam quadros, lounges (salas de estar), mobiliário de madeira e materiais que emprestam conforto ao ambiente”, revela.

HIGH - O que precisa ser levado em conta?

Ana Cristina Tavares e Claudia Krakowiak Bitran, da KTA Arquitetura

Segundo Ana Cristina Tavares, “num projeto corporativo, a escolha de materiais de fácil manutenção e limpeza e que ofereça conforto e ergonomia aos colaboradores, é de extrema importância”. Para Claudia Krakowiak, “é preciso ter muita atenção no momento de implementação do projeto luminotécnico, para que a luz seja regulada a fim de não agredir os conviveres, e, também, é muito importante pensar na climatização adequada para cada tipo de ambiente”, conta.

Érica Salguero, arquiteta e decoradora

“O principal desafio é unir as necessidades dos funcionários com o espaço fornecido. É preciso pensar na quantidade de pessoas que trabalham ali, quantas horas por dia elas trabalham, e a partir disso, criar um espaço adequado e confortável, levando em conta as necessidades da empresa, como por exemplo, se é preciso uma sala de reunião, uma cozinha, uma área de descanso, etc. e, claro, quais os móveis adequados para cada um destes ambientes”, pontua a arquiteta.

HIGH – O que não pode jamais?

Cris Paola, arquiteta e urbanista

“Esquecer-se da cultura e história da empresa – isto deve ser o ponto de partida da concepção do projeto. E desenvolver um trabalho a quatro mãos, pois o resultado sempre tem que ser o que o cliente espera. Outra coisa que não pode ficar de fora é o enquadramento e adaptação às novas tecnologia – o espaço hoje deve ter alta performance de conectividade com eficiência para ambientes físicos, e, ainda, para os funcionários que trabalham via home office”, diz.

Karina Salgado, arquiteta na Two Design

“Materiais que delicados ou que atrapalham a acústica podem ser maus aliados de espaços corporativos. Não pode, jamais, deixar de consultar especialistas para não ter dor de cabeça depois”, ressalta.

 

Fotos: Divulgação dos escritórios Cris Paola, Karina Salgado e Érica Salgueiro.

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